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17 novembro 2013

fora de palavras doces agora

há duas semanas numa segunda feira acordei às 3h da manhã com um sonho mau. na terça feira acordei exatamente à mesma hora depois do mesmo sonho. nesta passada segunda feira o sonho realizou-se e o mesmo aconteceu na terça. na quarta o olhar intensificou-se. na quinta quase sufoquei. na sexta ninguém sabia de mim.
e entretanto perdi o telemóvel, mas não sei se é um sonho. 

06 outubro 2013

reinventa o recomeço



queria ter mais do que a vontade, 
queria largar este vício de me sentar na partida e esperar ser a primeira a chegar à meta.
tenho de inventar um recomeço, outro recomeço.
mas sinto que a minha pele está cansada de ser apagada e renovada. precisava de estabilizar por mais tempo. 
e o tempo ri-se 
é isso, chama-me nomes.
chama! grita! atreve-te a dizê-lo! mais alto! vá!

mas cala-te.
porque dói e eu não aguento.
não aguento viver na mesma pele, é por isso que te peço, se me prometes, fica.

03 outubro 2013

deixa a marca



só queria passar por aqui, como passo por todo o lado, como tenho passado entre todos.
só queria deixar conforto a quem não tenho dado, mas a verdade é que, sendo vento, pouco consolo posso dar.
só queria deixar uma marca.
eu não volto mais, estou de saída..
vá, até amanhã.

30 setembro 2013

do que já não é



poderia dizer que fura, mas não consegue, simplesmente arranham a ferida. 
                   esses olhos de tamanho diferente, que se viram diferentes em mim.
os olhos que nunca terão a oportunidade de me ver mais nua do que aquilo que me forçam a viver.
olhos que já não se deitam ao meu lado nem me quebram o coração em mil,
                                                                migalhas.
só guardo o desejo de ficar longe. 
deitados, mortos.
                          só guardo o desejo de que de mim nasçam singelas flores e que tu aí encontres a verdadeira simplicidade da beleza genuína de um corpo dantes intocável. 

29 setembro 2013

flowers



queria saber contar até sempre, 
mas o que me entristece é que somos sempre pouco, como se nascessemos feitos para ganhar um lugar longe do solo onde hoje mantemos os pés fixos. estamos longe daquilo a que chamamos de céu, e isso deixa-me assim, pesada. sinto-me pesada por saber que estou tão longe do lugar onde o meu corpo vai apodrecer eternamente. gostava de saber quais vão ser as flores que lá estarão para me substituir. será que o tamanho delas vai ser igual à quantidade de pensamentos maus que tenho? ou de os pensamentos inacabados, esses sim, estão completamente presos às paredes da minha cabeça e não se esforçam por se casarem uns com os outros para fazer o mínimo de sentido. será que vão ser flores? eu quero que sejam, assim serão muitas e eu vou parecer bonita..